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Após vários ataques de ódio, Cristina Ferreira recebe texto de apoio que fica viral nas redes sociais

Um texto de força a Cristina Ferreira está a correr as redes sociais.

O comentador desportivo da Eleven Sport, Márcio Madeira, partilhou nas redes sociais um texto sobre Cristina Ferreira, dando como exemplo algo que lhe aconteceu na empresa onde trabalhou.

O texto acabou por viralizar nas redes sociais: 

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Todos os anos a empresa de vidro automóvel onde trabalhei dava um prémio anual de produtividade.

Assim em Dezembro todos os trabalhadores consoante os objectivos atingidos tinham um dinheiro extra para prendas ou final do ano.
Nesse ano o meu prémio foi de 1000 euros.
Não sabia se era muito ou pouco pois era o primeiro ano e faltava me alguma noção para comparações.
Fiquei contente.
Acho que ficava contente mesmo que fossem 100 euros.

Era dinheiro que não contava e que dava sempre jeito nesta ou noutra altura., começou por escrever.


No evento anual de fim de ano todos comentavam os prémios.
Sem dizer valores conversavam como este ano tinha sido bom e produtivo.
Eu mantinha me em silêncio e à margem da conversa pois como já disse não tinha bases nenhumas para opinar.
A certa altura um dos colegas que trabalhava mais comigo apanhou me sozinho e perguntou me se eu tinha ficado contente.
Eu disse que sim.
E ele disse que também.
E justificou dizendo que no ano anterior tinha ganho 600 euros e neste a fazer basicamente o mesmo ganhou 800.
Que era justo e estava feliz e realizado pois finalmente a empresa tinha reconhecido o seu esforço.
Eu disse que também tinha ficado satisfeito sem dizer o meu valor obviamente.
Mas ele insistiu e questionou-me de uma forma muito compreensiva.
Que eu tinha que ter calma e paciência.
Que era o meu primeiro ano e que nos primeiros anos normalmente pagam menos.
Que estava a aprender e não podia querer logo muito dinheiro de prémio.
, continuou.


Interrompi aquele discurso com o valor auferido.

-Amigo eles pagaram me 1000 euros.
Fez-se um silêncio daqueles bem constrangedores.
-Mas como assim 1000 euros?
-Epa não sei.
A velocidade com que o semblante dele mudou foi assustadora.
A alegria deu lugar a uma raiva inquietante.
-Mas tu não podes ganhar mais do que eu.
-Certo. Mas não fui eu que me paguei.
Visivelmente alterado disse:
-Ahhh mas tenho que ir falar com o Chefe porque isso é muito injusto.
E eu fiquei com aquela cara de cão triste.
-Mas tu não estavas contente porque ganhaste mais que o ano passado?
-Afinal tu não queres ganhar mais do que ganhaste.”
-Tu queres ganhar mais do que eu.

-Se eu tivesse ganho 600 tu já não te importavas de ganhar 700 ainda que fosse menos do que ganhaste.
-Ou talvez se eu tivesse ganho 500 tu não te chateavas de ganhar os mesmos 600 do ano passado.

É triste.
Muito triste.
Porque a felicidade dele dependia da minha tristeza.
As acções que lhe interessavam eram as que me aconteciam a mim.
Independentemente se as deles eram boas ou não.
-Tu não queres o melhor para ti.

-Tu queres é o pior para mim

Esta história é real.
E ajudou-me muito para perceber o que é o mercado de trabalho.
Fora da bolha em que vivi.
Porque o mundo do futebol não é um conto de fadas.
Tem muitos monstros e bruxas.
Mas na bola eles só querem ser os melhores monstros e as melhores bruxas.
Não sabem nem querem ser príncipes ou princesas.
Cada um com a sua história.
Portanto não se iludam.
Ninguém quer os sapatos da Cristina.
Nem sequer os inveja ou tampouco os queria poder comprar.

Só querem é que ela não os tenha., concluiu.

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