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Gritos no “Big Brother Famosos” têm explicação: Sara Aleixo sofre de síndrome de Tourette


 

Sara Aleixo apresentou-se no “Big Brother Famosos” como tendo “uns soluços característicos”. Os soluços a que se refere traduzem-se em gritos esporádicos no meio de conversas e quando ninguém está à espera. Se tem assistido ao programa através da TVI Reality, com certeza já ouviu o tal grito. A explicação é simples. A atriz, 43 anos, sofre de síndrome de Tourette (ver explicação mais à frente).
Sara Aleixo já abordou o tema na casa mais vigiada do País e explicou que este problema de saúde já lhe causou alguns embaraços. “Não acontece sempre. Ontem com o nervosismo esqueci-me de dizer que também sou assistente de bordo. Quando estou relaxada acho que acontece mais. Já aconteceu dar um soluço baixinho quando estava no avião e a pessoa perguntar se estou com soluços e dizer para beber um pouco de água”, disse Sara Aleixo, em conversa com os colegas do “Big Brother Famosos”, enquanto todos estavam sentados à mesa.

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“Já me perguntaram se é um espirro, se estava com frio e eu dizia que não que ‘é um soluço’. E já aconteceu estar num hotel, numa mesa e ouço  dizerem em inglês que estava alguém ali a gozar muito (como se estivesse a fazer amor). No cinema por exemplo, e eu faço o grito todos me mandam calar e riem. Também num outro hotel em Estocolmo, eu estava a tomar o pequeno-almoço com a tripulação, às 5 ou 6 da manhã, e uma senhora chamou o responsável e fez queixa. A pessoa veio ter comigo e pediu para fazermos menos barulho e claro eu pedi desculpa e expliquei que era um problema de saúde e que ninguém estava a tentar desestabilizar”, continuou a contar.
Marco Costa disse que já conhecia este problema de saúde de Sara Aleixo e que se lembrou logo quando ouviu o nome dela como concorrente do “Big Brother Famosos”.
 

Síndrome de Tourette de Sara Aleixo é um exemplo de muitos tiques

Segundo o site da CUF a “Síndrome de Tourette é um problema que começa cedo e interfere com a vida pessoal, escolar, laboral e social”, antes dos 18 anos. As causas não são totalmente conhecidas e “estudos científicos sugerem a existência de uma componente genética e de anomalias em neurotransmissores cerebrais, designadamente na dopamina”.
Os tiques pioram com situações de stress e cansaço. A Síndrome de Tourette tem o nome do médico francês Gilles de la Tourette, que a descreveu pela primeira vez em 1885.
“É uma perturbação neurológica crónica que se traduz na presença de determinados tiques (simples ou complexos). Os tiques são movimentos (tiques motores) e vocalizações (tiques vocais) sem sentido e fora do contexto, involuntários, rápidos e recorrentes. A sua frequência e intensidade são variáveis”, lê-se.
Segundo o mesmo site a Síndrome de Tourette é três vezes mais frequente nos homens do que nas mulheres e estima-se que cerca de um por cento da população sofra deste problema.
 

Tipos de tiques

 
  • Piscar repetidamente os olhos
  • Fazer caretas
  • Mover a cabeça de um lado para o outro
  • Tossir, pigarrear, fungar ou cuspir
  • Encolher ou sacudir os ombros
  • Esticar os braços, estalar os dedos, bater palmas ou fazer outros movimentos com os braços e as mãos
  • Chutar, saltar, rodar, torcer-se ou fazer outros movimentos com os pés e as pernas
  • Repetir determinadas palavras
  • Dizer palavrões (coprolalia) ou fazer gestos obscenos
  • Gritar, gemer, assobiar, grunhir ou emitir outros sons
 

Como gerir a doença que afeta a concorrente do “Big Brother Famosos”

 
Não existe uma fórmula mágica para lidar com a Síndrome de Tourette e do arsenal terapêutico fazem parte, por exemplo, ansiolíticos, neurolépticos, psicoterapia e estimulação cerebral profunda. Isto aplica-se quer às pessoas afetadas, quer à família. A CUF deixa alguns conselhos para gerir a doença:
  • “Procure a ajuda de especialistas e profissionais com experiência.”
  • “Informe e envolva os professores e a equipa pedagógica de forma a diminuir o impacto dos tiques a nível escolar.”
  • “Os castigos são escusados. Entenda que as crianças não têm culpa dos seus tiques. Podem até conseguir suprimi-los momentaneamente, mas estes acabam por manifestar-se depois com ainda maior intensidade.”


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