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Ana Garcia Martins critica influencers: “Fiquei desiludida com o tratamento que a grande maioria (não) deu ao assunto”


 

Depois de Bruno Nogueira e Daniela Melchior, também Ana Garcia Martins criticou a postura de alguns influencers perante a guerra na Ucrânia.

Ontem estalou uma guerra e entre muita conversa sobre quem fez o quê e com que relevância, óbvio que sobrou para as influencers, com críticas à forma como lidaram com o tema. Ora eu, que até tendo a ser corporativista, tive de concordar. Porque sigo muita gente e fiquei desiludida com o tratamento que a grande maioria (não) deu ao assunto. Sei bem que há influencers que se movem em diferentes áreas mas, independentemente disso, não consigo perceber como é que se ignora um assunto tão grave como uma guerra. Aqui mesmo ao lado, com todas as implicações que pode vir a ter“, começou por escrever a comentadora do Big Brother.

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Não esperava grandes teorias políticas, também não as tenho, mas esperava algo: um pesar sincero, uma palavra de apoio, formas de ajudar, qualquer coisa que me ajudasse também a mim a fazer um melhor trabalho. Porque quando se tem uma plataforma que chega a tanta gente, há coisas que não podem MESMO passar-nos ao lado. E o que vi, na grande maioria, foi looks do dia, desfiles na semana da moda de Milão, parcerias publicitárias. Sei bem que a vida não pára, que é preciso continuar a trabalhar, mas também sei que há flexibilidade. Já me aconteceu – por motivos pessoais ou por coisas que estivessem a acontecer no País ou no mundo – dizer a uma marca que aquele não era o dia ideal para avançar com determinada publicação e houve SEMPRE compreensão. E, se não houvesse, a palavra final seria sempre minha, assim como assim também não quero estar associada a marcas que não têm sensibilidade para respeitar alguns momentos“, acrescentou.

É por isso que não percebo que, pelo menos ontem, não tenha havido uma atitude mais consciente. Passamos a vida a recusar o título de tontas superficiais, mas depois, quando podemos usar a nossa voz, preferimos só mostrar a roupa ou publicar um #prayforukraine entre uma data de publicações dispensáveis num dia tão negro. E como acho que quem está mal, muda-se, optei por deixar de seguir várias pessoas. Não estou a dizer que fiz mais do que toda a gente. Na verdade, apenas tentei saber mais sobre o tema e fui partilhando convosco, o que é manifestamente pouco. Mas ontem senti-me tão angustiada, que me custou mesmo assistir a tanta displicência. Melhores dias virão. Melhores dias virão?“, rematou.

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